21/05/2012

Estudo revela que homens e mulheres cooperam igualmente em momentos difíceis, mas a situação é diferente em grupos com indivíduos do mesmo sexo




Estereótipos sugerem que as mulheres sejam mais cooperativas. Entretanto, um estudo que analisou pesquisas ao longo de 50 anos revelou o contrário: que o homem, entre indivíduos do mesmo sexo, está mais apto a doar e se sacrificar pelo bem comum.

Uma longa análise feita por professores da Universidade Livre de Amsterdã (Holanda), Universidade de Administração de Singapura e Universidade do Estado de Washington (Estados Unidos) feita em 272 estudos realizados por cinco décadas em 18 países, chegou ao resultado de que em situações difíceis, quando o interesse individual deve ser posto de lado para favorecer todo um grupo, os homens são mais cooperativos entre si do que as mulheres. A pesquisa foi publicada em um boletim da Associação Psicológica Americana (APA).

Em um dos estudos, por exemplo, era oferecida uma quantia em dinheiro para várias duplas em uma “situação dilema”. Se ambos cooperassem, cada um receberia US$ 10. Se um não abrisse mão de seus interesses, ganharia US$ 40, enquanto a outra, a que aceitasse ajudar, não receberia nada. Se nenhum dos dois quisesse abrir mão dos interesses individuais, ambos receberiam US$ 2.

“Numa situação de dilema social, uma pessoa poderia ter ganhos maiores, só que em detrimento do grupo. Mas, se ambos cooperassem, mesmo individualmente conseguindo menos, todo o grupo sairia ganhando”, mostra o autor do estudo em questão, Daniel Baillet, da universidade holandesa. Este foi um dos vários testes em que os homens cooperaram bem mais que as mulheres.

Segundo Baillet, ao longo da história, coalizões masculinas foram bem mais eficientes para adquirir recursos, como propriedades e alimento – geralmente situações como guerras e caça. “Se cada um agisse só de acordo com os próprios interesses, nenhuma comida seria providenciada, e guerras seriam perdidas facilmente. Para superarem dilemas sociais, foram necessárias estratégias de cooperação.”

O professor também fala de grupos femininos: “As mulheres ancestrais migravam com os grupos, e eram mais cooperativas com outras mulheres que não fossem muito próximas, como parentes. E muitas delas viviam em famílias adeptas da poligamia, eram co-esposas”. Para ele, com base nos estudos e na história, as dinâmicas sociais sempre mostraram que, entre as mulheres, o que prepondera é a competição.

Contudo, a mesma análise mostra que as mulheres tendem a ser mais cooperativas em grupos com membros de ambos os sexos. E, com isso, homens e mulheres unidos, a comunidade vence.

Quando as palavras dizem o contrário das atitudes

Só aconselhe seu próximo com algo que você também faria, senão, prefira manter-se calado


Por Débora Ferreira
debora.ferreira@arcauniversal.com


Quantas vezes as pessoas costumam sugerir uma ideia, atitude certa ou a solução rápida para um problema seu, quando na realidade se manifestam de maneira diferente para si mesmas, às vezes até desrespeitando o próximo. Normalmente, pessoas com esse tipo de atitude e personalidade, em que sugerem ao outro o melhor a ser feito, não têm coragem de fazer o mesmo, mas aconselham como sendo um recurso. “Se alguém vai lhe dar um conselho e facilmente resolve seu problema com poucas palavras, lhe diz o mais sensato a ser feito, seja sobre sua situação financeira ou em qualquer outro âmbito da sua vida, mas não sabe resolver a própria, reclama e lamenta de tudo, como as sugestões serão bem-vindas e como saber se elas são realmente verdadeiras? Pense nisso”, argumenta a psicóloga Cássia Sartoneri de Paula.

Segundo a especialista, só diga ao seu próximo o que faria - naquela determinada circunstância - caso realmente seja verdade, leal com suas opiniões e realmente vise o bem. “Isso porque há pessoas que só fazem as coisas e tomam iniciativas baseadas nos conselhos e opiniões, mesmo que não seja o que pense, porque não tem pulso firme para discernir o que é melhor para si. Neste caso, uma opinião mal colocada pode mudar a vida da pessoa para pior”, alerta Cássia.

“Cada um tem que ser exemplo do que fala. De que adianta você achar bom um idoso trabalhar, pois ele se sente mais útil e menos sedentário, se quando você é atendido por um não tem paciência de explicar o que realmente precisa? Ser educado com os seus colegas de trabalho, mas tratar mal um animal? Fazer comentários a respeito do companheiro de sua amiga, pelo fato de ele não lhe tratar como você merece, só que é ríspida ao chegar em casa ou até mesmo rebaixar uma pessoa que não tem o mesmo nível intelectual que o seu”, alerta Cássia. De acordo com a psicóloga, as ideias e atitudes têm que se completarem umas às outras.

Assim, no momento em que receber uma palavra ou conselho de alguém, avalie alguns pontos para que você possa se situar no que deve ser feito. “Essa pessoa realmente está dizendo algo que faria e quer ver o seu sucesso; ela disse o que acha realmente que é melhor e não apenas para agradá-lo, e não tem coragem de enfrentar a realidade e ser corajosa; ou falou algo da boca para fora e não se importa realmente se isso vai dar certo.

As opiniões são expressadas com muita ou pouca importância e intensidade, mas a sua avaliação e suas atitudes são realmente valiosas e são capazes de revelar de você uma pessoa melhor a cada dia. Supere-se”, finaliza Cássia.

Porque ele nunca quer sair com você?

Amiga quer passar mais tempo com o marido, mas ele não liga para ela


(*) Cristiane Cardoso/ Fotos: Thinkstock
redacao@arcauniversal.co


Estou casada há 5 anos, eu e meu esposo nos amamos muito, mas quando ele sai nunca me chama para ir junto, sempre sai sozinho. Quando pergunto onde ele foi ou desconversa ou se irrita. Quando chamo para fazer algum passeio, ele nunca quer. Eu não sei mais o que faço. Eu sei que ele não me trai, mas gostaria de passar mais tempo com ele, pois o único lugar que parece que ele fica satisfeito comigo é na cama. Ajude-me, por favor."- Amiga

Resposta:

Você precisa agir com sabedoria e não ficar mais perguntando para ele onde vai, e nem tão pouco ficar implorando para que fique com você. Isso não irá adiantar de nada, apenas fará com que ele fique mais irritado e desinteressado por você. O que eu lhe sugiro a fazer é investir mais em você mesma. Na sua aparência, na sua autoestima e acima de tudo no seu espírito. Você não disse se frequenta a igreja, porém é indispensável que você coloque Deus na frente desta batalha. Vou lhe dar algumas dicas práticas, mas também não posso omitir o fato de que existem espíritos imundos cujo objetivo é apenas de destruir casamentos.

Eles trazem frieza, desentendimento, insatisfações e tantas outras coisas ruins com o objetivo de desunir o casal. Por isso eu lhe aconselho a usar a sua fé em Deus, e de não aceitar esta situação em seu casamento. Se você desejar, você pode conversar com o pastor ou a esposa de sua igreja. Mesmo se você não for membro da igreja, ainda assim, eles terão o enorme prazer de lhe orientar sobre como usar a sua fé, e então finalmente alcançar o casamento feliz que você tanto deseja!

Agora vamos a umas dicas práticas: Procure estar sempre bem arrumada, maquiada, cheirosa, de cabelo feito e de bom humor todas as vezes que estiver perto do seu esposo. Não sei se você sabe, mas os homens são estimulados pelo que veem. O cérebro deles acumulam imagens o tempo todo e essas imagens ficam com eles o dia inteiro. Por isso você deve estar sempre bem apresentável, para que toda vez que ele se lembrar de você, ele então possa gostar do que lembra.

Invista em você mesma. Procure aprender algo novo, desenvolver seus talentos, ler bons livros, pois isto com certeza irá lhe ajudar se sentir melhor como pessoa e, consequentemente, se tornar mais atraente para o seu esposo. Pois qual é o homem que não gosta de estar perto de uma mulher bonita, educada e inteligente não é mesmo? E o legal é que estas coisas não são privilégios de pessoas que nasceram assim, elas podem ser conquistadas por mim, por você e por todos que desejam e que investem em si mesmos.

Sei que as coisas não vão mudar da noite para o dia, mas sei que se você usar a sua fé inteligente para colocar Deus na frente desta batalha, e também seguir as dicas práticas que lhe dei, gradativamente, as coisas irão mudar para melhor!

(*) Texto retirado do blog de Cristiane Cardoso.

A verdadeira virtude se conhece quando os olhos estão fechados

A decisão pode ser difícil, mas quando Deus age a escolha é certa


Por Marcelo Crivella/Fotos: Thinkstock
redacao@arcauniversal.com


Um velho rei tinha dois filhos. Como já se sentia fraco para governar, chamou o mais velho e pediu-lhe que encontrasse entre as donzelas do reino aquela que reunisse mais condições para se tornar rainha e a desposasse.

O velho monarca sabia o quanto era importante para o futuro rei ter uma mulher sábia como esposa. Assim, mandou preparar um grande baile no palácio e convidou as mais lindas jovens, para que o príncipe pudesse escolher.

Depois de observar cuidadosamente todas as candidatas, o príncipe se decidiu por duas, que eram absolutamente magníficas!

Eram as mais belas, mais prendadas e igualmente educadas. Sem saber qual escolher, ele as convidou para morarem no palácio, onde poderia, através da convivência, certificar-se de que a escolhida seria mesmo a mais preparada.

O príncipe era, como seu pai, um jovem humilde e de excelente coração. Queria que seu casamento viesse a dar ao povo de seu reino uma verdadeira rainha, que servisse de exemplo para todas as demais jovens do reino.

Um dia, quando em viagem a lugarejos distantes de seu reino, ele sofreu um acidente. Caiu do cavalo e bateu a cabeça na raiz de uma árvore, vindo a ficar cego. Que tragédia para um jovem tão distinto e com um futuro tão brilhante!

Voltando ao seu palácio, fez questão de renunciar ao seu direito de reinar em favor de seu irmão mais jovem, pois achava que um rei cego não poderia servir tão bem ao seu povo. Já não frequentava mais os salões de baile e nem desfilava garbosamente pelas ruas do reino. O príncipe cego preferia ficar trancado em seus aposentos, meditando em sua vida.

Aos poucos, todos os amigos foram se afastando e ao mesmo tempo se aproximando de seu irmão mais jovem, agora o futuro rei. Um outro baile foi então realizado, para escolher a donzela que desposaria o irmão mais jovem.

As duas moças foram também convidadas para o evento. Porém uma delas não aceitou comparecer. Ela havia se apaixonado pelo outro príncipe, que agora estava cego, e sentia que não poderia ser feliz com mais ninguém.

O salão de festas do palácio estava lotado com lindas donzelas, todas bem vestidas para a ocasião. Em meio à festa, o príncipe cego adentrou o salão, com trajes reais, e para surpresa de todos, enxergando perfeitamente.

Em meio ao silêncio que se seguiu, o príncipe subiu os degraus que levavam ao trono e anunciou calmamente ao povo:

- Mais uma vez a Palavra de Deus se prova sábia e maravilhosa. Tinha uma decisão muito difícil a tomar, pois as duas jovens que escolhi se me apresentavam absolutamente iguais e merecedoras da coroa. Um dia, quando lia a Bíblia, notei que o Senhor havia fechado os olhos de Adão, fazendo-o cair em profundo sono, enquanto lhe preparava sua esposa. Percebi que meu dilema estaria resolvido se também fechasse meus olhos. De olhos abertos atentava para os aspectos físicos. Não enxerguei os atributos invisíveis de um verdadeiro caráter. Das duas jovens que diziam me amar, apenas uma provou o que sentia, não aceitando comparecer a este baile. Assim, ela é a escolhida para ser a futura rainha e reinar ao meu lado.

Não é mesmo interessante que embora a visão seja importante, as coisas invisíveis são ainda mais importantes e permanentes que as visíveis? Não vive o justo pela fé? E não é a fé a certeza das coisas que não se veem? Não foi o rei Davi escolhido por qualidades que não se podiam ver com os olhos físicos?

O apóstolo Paulo nos ensina:

"Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas." 2 Coríntios 4.18

Família excessivamente participativa

Na sua vida acontece isso?


Por Débora Ferreira / Foto: Thinkstock
debora.ferreira@arcauniversal.com


Quando a mulher resolve se casar e torna-se esposa e responsável por seu lar e pela felicidade de seu companheiro, a vida muda por inteiro, pois, a família agora é outra, a rotina precisa se reestabelecer, os costumes mudam e tudo vai se readaptando, as preocupações aumentam e algumas prioridades vão sendo substituídas.

Com essa mudança, normalmente, uma das maiores dificuldades de um casal é saber lidar com a interferência dos pais, tios e avós que querem ensinar como tudo deve ser feito e se sentem no direito e dever de mostrar qual a maneira correta de se cuidar de um lar e viver uma vida plena. A situação muda ainda mais quando, em alguns casos, acontece a chegada dos filhos e a atenção redobra e parece que o casal precisa de mais atenção e suporte a todo o momento.

Até que ponto este zelo é saudável ou ultrapassa os limites naturais, e até onde deve acontecer a interferência das pessoas com cada situação?

Para a psicóloga Rita Medeiros de Souza, os pais, sogros ou qualquer outro parente deveria ter a percepção que não se pode interferir a todo instante no relacionamento e modo de viver, porém, como isso nem sempre acontece, as pessoas devem falar delicadamente e evitar que com o passar dos dias as intromissões venham a piorar. “No começo tudo é novidade e qualquer casal quer aprender e aproveitar os conselhos para melhorar a relação entre os dois, porém, quando essa atitude passa a ser desnecessária e demasiada a relação começa a cansar e pode dar forças para os desentendimentos”, alerta.

Segundo a especialista, qualquer participação excessiva da família não é boa. “Cada fammiliar deve viver sua vida e não ficar muito em cima do outro, tentando controlar cada passo. Parece difícil, mas tudo é questão de hábito e costume. As pessoas têm que aprender a viver. Por isso, o ideal é não comentar tudo da sua vida com os outros, limite-se a guardar as coisas apenas para o casal, pois, cada vez que desabafar com um familiar, seja pai, mãe ou sogra, automaticamente dará a chance e espaço para sair algum comentário, seja positivo ou negativo”, explica Rita.

Quem ainda mora junto

Há pais que são superprotetores com os filhos. “Eu finalizei um namoro há pouco tempo porque a mãe da minha companheira queira manter tudo sob o controle dela. Não conseguíamos nem sair para jantar que ela ficava ligando para pedir que não demorasse, para tomar cuidado, e não consegui conviver muito tempo com esse sentimento de posse”, comenta o estudante de design Leonardo Pereira, de 24 anos.

Segundo ele, por mais que concordasse que a ex-companheira tinha que ser educada com os pais, ela não argumentava com a mãe mudar sobre as coisas mais simples da vida. “Se a mãe cismasse que ela não podia sair de casa, ela não pedia – com educação – para que mudasse de ideia, ela aceitava e não questionava”, lembra Leandro.

De acordo com a psicóloga, os pais têm que saber o momento de negar algo aos filhos, mas aos poucos têm que deixar que eles comecem a aprender a importância de se ter responsabilidades, saber o que é certo e o que é errado. “Proteção exagerada não permite que eles cresçam moralmente. É preciso saber balancear”, finaliza.

20/05/2012

Sinal de Deus


O uso de aliança não significa, necessariamente, lealdade no casamento.

Significa, apenas, compromisso assumido com alguém.

Mas para os que prezam a honra, a lealdade faz parte de seu caráter.

Tão importante que fazem questão de jamais removê-la do dedo.

Quaisquer que sejam as circunstâncias.

Na saúde, na doença, na riqueza, na pobreza...

Mas não tem sido muito comum o caráter leal entre os humanos.

Assim como não tem sido comum o caráter de fidelidade para com Deus.

“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos.” Mateus 24.12

Se a lealdade para com quem se vê é rara, quanto mais a fidelidade para com quem não se vê.

De qualquer forma, seja a relação marido/mulher ou criatura/Criador há algo físico que sinaliza tal parceria.

São as alianças.

Brilhante, ouro, prata, cobre ou mesmo latão, não faz diferença.

Sua importância não está no valor venal, mas no seu significado.

Uma aliança trata de parceria definitiva com a pessoa mais querida do mundo.

Sua alma gêmea

Alguém que, abaixo do Senhor Jesus, está acima de todas as demais pessoas deste mundo.

Acima dos pais, filhos, irmãos, enfim, acima de todo o mundo.

Esse é o sentimento da sagrada aliança marido/mulher.

Assim como tem de ser o relacionamento de fé entre a criatura e o Criador.

Impossível ser feliz neste mundo sem um perfeito casamento.

Por outro lado, é impossível ter um perfeito casamento sem uma verdadeira aliança com o Senhor.

No casamento, as alianças são o sinal do compromisso firmado entre o casal.

Os dízimos e as ofertas são o sinal de compromisso do servo para com o Senhor.

Dízimos simbolizam fidelidade;

Ofertas simbolizam amor.

Fidelidade e amor, ingredientes fundamentais no relacionamento com o Senhor.

Lealdade e amor, ingredientes fundamentais no relacionamento marido e mulher.

Em outras palavras, o relacionamento marido e mulher tipifica o relacionamento entre a criatura e o Criador.

"A Princesa que virou sapo"

Há pessoas por quem você nunca daria nada, que se tivessem a chance de se fazer conhecer, surpreenderiam muito por sua verdadeira beleza


Por Jaqueline Corrêa / Foto: Thinkstock
jaqueline.correa@arcauniversal.com


Conta-se que em um reino muito distante, uma princesa estava aguardando o seu príncipe encantado para um dia casar.

O rei, vendo a aflição de sua filha, convocou todo o seu exército e o povo para uma reunião. Como haveria uma guerra contra o reino inimigo, o rei aproveitou a ocasião para fazer uma proposta:

– General, capitães, oficiais, soldados e demais súditos! Daqui a uns dias vamos ter uma guerra, por isso, queria aproveitar a oportunidade para fazer uma proposta a vocês: aquele que exterminar rei rival casará com a minha filha, a princesa Bella.

Não é de se espantar que todos os homens tenham ficado em polvorosa, afinal, Bella era a jovem mais linda de todo o reino.

No dia da batalha, os homens seguiram confiantes para o campo, na tentativa de realizar o maior feito de suas vidas e assim conseguir conquistar a mão da princesa. Mas, Bella era muito exigente.

E apesar de saber da boa intenção do pai, desejava mesmo era que o seu príncipe viesse ao seu encontro como mandava as lendas: montado em um maravilhoso cavalo branco, cujas crinas eram mais alvas ainda, enfeitadas com tranças cheias de estilo.

Bella ficava assim durante todo o dia imaginando esse cavalo, e bem mais o seu cavaleiro, um príncipe de pura linhagem real, valente, riquíssimo e o mais bonito já visto por aquelas terras, e não um soldadinho do exército do pai, que ia se tornar famoso só depois de casar-se com ela.

Não! Bella queria um príncipe verdadeiro, como mandava a tradição das histórias das princesas.

Enquanto isso, na batalha, muitos soldados estavam morrendo. O reino adversário era poderoso demais, e não estavam tomando conhecimento do reino do pai da jovem. Por isso, era preciso reforços. No entanto, ele não sabia a quem mais enviar. Foi quando o rei ordenou que todos os seus criados homens devessem partir para a guerra. Era uma loucura, é bem verdade, já que eles não tinham experiência com o manuseio de armas, mas não havia alternativa. Assim, todos partiram, inclusive o seu copeiro aleijado.

Na batalha, o rei inimigo já comemorava o grande massacre.

De fato, os soldados do outro reino estavam morrendo, outros desistindo, outros ainda passando para o lado inimigo.

Como alguém conseguiria entrar no palácio e matar o rei, se os soldados não conseguiam sequer se manter vivos?

Então, o servo aleijado teve a ideia de fazer-se de criado do rei rival. Por andar rastejando, soldado nenhum o incomodaria. Ele entrou no palácio, foi até a área de serviço e preparou uma taça de vinho ao monarca.

Dentro de suas vestes, porém, carregava um saquinho de veneno. Ao entrar no grande salão, onde estavam reunidos, aproximou-se da bandeja que continha as taças de vinho do rei e dos conselheiros e, sem ninguém ver, adicionou a solução venenosa em cada taça, inclusive na que ele havia preparado. E como estavam todos comemorando distraídos, beberam de suas taças todo o vinho.

Nem é preciso falar que tanto o rei como os demais homens morreram alguns segundos depois...

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E para provar que havia matado o rei, o servo pegou a própria espada do soberano e cortou a sua cabeça, levando-a, em seguida para o seu monarca.

A essas alturas, a guerra havia terminado, e os soldados retornaram feridos, cansados, maltrapilhos e doentes para suas casas. Mas todos ainda queriam saber quem havia matado aquele rei quase invencível.

Dias depois, conforme havia prometido, o rei anunciou o casamento do seu servo aleijado com a princesa. Bella ainda não sabia, mas ouvia de suas criadas burburinhos de que o seu noivo era um homem muito corajoso. Apesar de não saber de quem se tratava, a princesa até se entusiasmou.

No dia do casamento, o reino estava tomado de alegria, festas e comilança. Bella estava animada, pois finalmente conheceria o seu prometido. Então, no final da tarde, depois que dançarinas embalaram a festança ao som de músicas e tambores, a princesa adentrou usando um suntuoso vestido rosa com pérolas brancas, diamantes e cristais. Era um verdadeiro luxo, e até um pouco exagerado, ela sabia, mas fazia questão de vestir-se assim, até porque queria que o seu casamento fosse inesquecível.

Mas, enquanto caminhava em direção ao altar especialmente preparado, Bella olhava para todos ao redor e não via ninguém que pudesse ser o seu marido. Ela via o pai, sorrindo todo feliz; a mãe, olhando-a emocionada; os súditos; os criados; os conselheiros; os oficias – todos cumprimentando-a animados –, e nenhum potencial candidato a seu esposo. Ela se aproximou do pai e perguntou indignada:
– Pai, onde está o meu noivo? Não é possível que no dia do meu casamento, ele tenha sumido!

– Não, minha filha. O seu noivo está aí do seu lado.

– Onde, que não vejo?

– Aí do seu lado – o rei apontava para o servo aleijado, que sorria feliz como uma criança.

– Eu não acredito! Eu me recuso a casar com ele, meu pai! Fui enganada! Disseram que ele era forte, valente, e o senhor me apresenta este infeliz!

E nem adiantavam os infinitos argumentos do rei, pois a princesa estava decidida a não se casar. No entanto, o pai precisou forçá-la, já que a sua palavra não poderia voltar a trás.

O servo, claro, percebeu a resistência da princesa e se entristeceu. De fato, ele não era belo, seus cabelos não tinham vida, sua pele não era bem tratada, e muito menos tinha o porte de um guerreiro, mas era muito puro e fiel. Certamente, um príncipe de verdade por dentro.

No momento da cerimônia, Bella fora forçada a dar a sua mão ao servo, e como ele não podia erguer-se sozinho, colocaram-no em cima de uma bancada alta. A princesa mal podia olhar em seus olhos, e desejou, no íntimo, que quando ela o beijasse, ele se tornasse aquele príncipe de seus sonhos ainda presente em sua imaginação, não se importando nem um pouco com as qualidades do criado, fundamentais para torná-lo capaz de casar-se com ela. O servo estava triste, não imaginava aquela reação inesperada da bela jovem. E depois que o compromisso já estava garantido, foi preciso o beijo para selar a união.

Bella aproximou o rosto ao do criado, fazendo questão de mostrar seu asco, como se estivesse prestes a beijar algo extremamente asqueroso e repugnante, como aqueles sapos inchados encontrados nos pântanos.

Ela se esforçou e até se colocou no lugar daquela outra princesa que tempos atrás havia transformado um sapo em príncipe, com o seu beijo encantado, casando-se e sendo feliz ao lado dele. Bom, pelo menos ainda restava uma esperança para Bella.

O criado também aproximou o rosto e, assim que se beijaram, algo dá um salto e pula repentinamente para trás. E num coro só, as pessoas demonstram total perplexidade.

O criado tornou-se aquele nobre príncipe dos sonhos de Bella, atraente, forte e maravilhoso, que olhava a todos vestido com um fino linho branco repleto de detalhes em ouro, tirando da face limpa e macia os seus cabelos castanhos, lisos e sedosos que balançavam lentamente ao vento, enquanto os seus olhos azuis-turquesa, reluzindo como pedras preciosas, fitavam aquela que era uma linda princesa por fora, pular e coaxar desesperada por ver o seu príncipe escapulir de sua frente em direção à porta de saída, até o seu lindo cavalo alvo de crinas trançadas.

Para refletir

Não se iluda com as aparências. Há pessoas por quem você nunca daria nada, que se tivessem a chance de se fazer conhecer, surpreenderiam muito por sua verdadeira beleza.

“Não atentes para a sua aparência, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração”. I Samuel 16.7

19/05/2012

Amor com segundas intenções

O comodismo pode manter um relacionamento baseado no falso conforto de manter certo padrão de vida


Por Tany Souza / Foto: Thinkstock
tany.souza@arcauniversal


É comum casais manterem um relacionamento somente por segundas intenções, ou seja, ter uma relação não pelo sentimento, mas por aquilo que se pode ter e aproveitar com a pessoa, como um padrão de vida confortável ou uma posição social almejada.

A psicóloga Miriam Barros explica que isso teve origem em algum modelo de relacionamento que a pessoa viveu e que depende do grau de ambição da pessoa.

“Elas aprendem a valorizar outras coisas, como por exemplo, o dinheiro que o outro tem. Se o que importa é só isso, não se importará com o sentimento do parceiro.”

E para perceber uma relação por interesse requer muita observação.

 “Dependendo da pessoa com quem se relaciona, é possível captar as pistas.

Por exemplo, se vive utilizando as coisas, usando o dinheiro com liberdade e até exagerando, são alguns indícios para se prestar atenção.

Mas isso não significa que não tenha nenhum sentimento, porém são dicas para se ficar atento.”

Segundo Miriam, pessoas com este perfil aproveitador possuem algumas características psicopatas, por isso não sentem as consequências.

“Muitas pessoas que fazem isso têm personalidade desequilibrada e dificilmente se sentirão culpadas ou desejarão reparar o mal feito.

Além disso, não terá um relacionamento de amor, de afeto, porque não é isso que prioriza.

Porém, uma hora esta relação verdadeira fará falta, mas isso somente ao longo do tempo, passando por alguma situação difícil.”

Porém, as sequelas para quem acreditou em uma pessoa com segundas intenções são desastrosas.

“Quando ela se dá conta disso, percebe que foi usada e sua autoestima é afetada. Pode ter uma crise e entrará no próximo relacionamento com mais desconfiança.

A não ser que este também não priorize o amor e prefira viver um relacionamento superficial”, esclarece a psicóloga.

O problema está ao ficar inseguro para os próximos relacionamentos. “É difícil não cair de novo em uma relação baseada em segundas intenções, mas é possível quando a pessoa se conhece.

Tem que ser cauteloso para não colocar uma situação específica na vitrine.

A participação na vida do outro deve ser natural e devagar, sem entrar de cabeça no relacionamento, além de ser cauteloso em mostrar aquilo que se tem ou o que já se conquistou.

É preciso ser esperto, mas também não exagerar em desconfiar demais e nem de menos”, finaliza Miriam.

18/05/2012

Projeto de Amor

O casamento é um projeto de amor que vai se realizando progressivamente: na decisão livre e pessoal dos cônjuges em amar um ao outro e seguir amando; na mútua entrega e aceitação de todos os dias; na generosidade; na união vivida e conquistada a cada dia; no compartir das alegrias e dissabores. Resumindo: é um processo, um caminho, não uma linha de chegada.
 

 
Chamamos amor a experiência intensa de haver encontrado a pessoa que estávamos esperando desde sempre. É sentir que estamos tocando o céu com as mãos, que a felicidade existe.

Chamamos amor a capacidade que temos de procurar o bem da pessoa amada; a entrega generosa e incondicional; a preocupação e cuidado com o cônjuge. É prestar-lhe atenção, ter tempo para estar juntos, ouvir suas histórias e respeitar seu silêncio.

Chamamos amor o algo mágico e maravilhoso que alguém despertar em nós: a possibilidade de admirar e ser admirado, valorizar e ser valorizado não pelo que fazemos e sim pelo que somos. Mas essa sensação mágica necessita ser cultivada para que não se perca o encanto.

Ainda mais. O amor é feito de muitos e diversos ingredientes. De atração e comprometimento. De paixão e serenidade. De emoção e inteligência.


Por: Bispo Antonio Bulhões

Sobre castelos desmoronados e reconstrução de sonhos

Se o tempo foi implacável, encontre outros caminhos para alcançar os seus objetivos


Por Jaqueline Corrêa / Foto: Thinkstock
jaqueline.correa@arcauniversal.com


É só começarmos a nos entender por gente que logo vêm os primeiros sinais sobre o que queremos ser na vida.

E porque consertamos a perna que saiu da boneca, pensamos em ser médicas, porque a pintamos, pensamos em ser maquiadores, porque dançamos e vestimos as roupas do nossos pais e representamos uma ceninha, já queremos ser atores.

Os sonhos vão se construindo e é nessa idade que a nossa imaginação voa mais que qualquer pássaro livre e desordenado.

Então, crescemos, insistimos em nos envolver com quem não devíamos, e todo aquele aparato formado pela nossa imaginação infantil do passado parece ruir. E nem lembramos mais a clássica pergunta: “O que você quer ser quando crescer?” Porque, a essa altura, ainda não sabemos o que queremos da vida.

Aí, quando o tempo passa e percebemos que não saímos do lugar, que alguns amigos deram um giro de 180 graus na vida e nós continuamos estagnados, começamos a querer mirar nossas culpas naquele namorado que nos engravidou, nos pais, que não pagaram uma boa escola ou não se empenharam em nos bancar uma faculdade, ou na fulana que não lhe deu a devida chance no emprego.

E enquanto os colocamos no paredão e nos preparamos para fuzilá-los, também lembramos a reportagem da tevê que mostrou os grandes exemplos de vida de pessoas que deram a volta por cima sem terem sequer como dar um simples passo.

A mulher que se tornou artista plástica pintando apenas com a boca, o homem que elevou a sua autoestima sem ter as duas pernas, a doutora que se formou sendo tetraplégica e muda...

É quando pensamos que poderíamos ter feito muito mais coisas se não tivéssemos atendido aos nossos caprichos iniciais, se tivéssemos pensado um pouco mais e deixado de lado um pouco da emoção.

Porque triste é quem vive pelo coração, quem se baseia nele para se orientar, quem tenta firmar-se nele, acreditando acertar. E mais triste ainda, e por que não cego, e por que não tolo, quem o obedece e faz dele seu guru. “Eu só faço o que o meu coração manda”, já falamos isso algumas vezes – e sempre sem pensar.

O bom nisso tudo, porém, apesar do tempo que passou e não voltou, é que nunca e em nenhuma situação é tarde para recomeçar. Dar o pontapé inicial para uma nova vida, uma nova chance a nós mesmos, e um adeus para o que ficou lá atrás.

Ainda continuamos com as nossas escolhas, mas com a responsabilidade de escolher bem e não plantar no presente o que poderá vir a ser o tormento do futuro.

Quer tentar?

Então, perdoe-se, enterre o passado e reconstrua o seu castelo de sonhos. Se o tempo foi implacável, encontre outros caminhos para realizá-los ou redescubra a si mesmo.

Novos sonhos virão, novas perspectivas surgirão e novas maneiras de alcançá-los também. Esqueça o tempo em que ficou parado. Junte cada pedra do seu castelo desmoronado e erga-o novamente.

As novidades aparecem quando nos abrimos a elas.

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.” Eclesiastes 3.1

17/05/2012

O prazer pelas coisas da vida

Não se trata de valorizar o pecado, mas sim tudo o que Deus faz




Lembra quando você estava desempregado e pedia a Deus um trabalho? Ou quando não tinha carro e andava de transporte público? E agora que já conquistou o que desejava, qual sua atitude?

Ao levantar de manhã reclama que tem que ir trabalhar, ao pegar trânsito reclama que fica muito tempo dirigindo. Onde está o seu prazer pelas conquistas da vida? O que aconteceu com você?

Temos que ser capazes de nos alegrar com as coisas que conquistamos e com o que somos. Quando começar a reclamar de alguma coisa, puxe em sua memória a fase da sua vida que não possuía o que tem hoje, quando não era a pessoa mais paciente e amável que aprendeu a ser.

Procure a alegria, a felicidade nas coisas simples da vida. O prazer e o sorriso estão em um abraço, uma ida ao mercado, quando você compra o que mais gosta de comer, um dia que pode comprar um tênis que sempre quis, uma amizade que sempre admirou, que agora está ali, esperando sua participação, seu carinho, seu aconchego.

Quando você olhou para o céu para apreciar uma noite? Quando parou para perceber o ar entrando em suas narinas?

Quando pôde ter prazer em uma simples tarde com a família e com os amigos?

Quando conseguiu valorizar o desdobramento de alguém para ir até sua casa, pelo simples prazer de estar em sua companhia?

Ter prazer nas coisas da vida nem sempre significa pecar, sair da presença de Deus, ao contrário, é valorizar cada experiência que Ele deu, cada dia, cada detalhe, cada olhar. É ter prazer em entrar no seu carro, em ir à casa de um amigo, em valorizar um café da manhã em família.

Não precisamos de muita coisa para sermos felizes. A felicidade pode ser encontrada em pequenas coisas, mas que são de grande importância para a vida. Basta descobrir quais são estas coisas para você e valorizá-las ao máximo, até o último dia da sua vida.